sexta-feira, 15 de julho de 2011

Alucinogénicos da Vontade

Estou bêbedo de sono,
estou drogado de oxigénio,
o meu corpo quer descansar mas eu não deixo,
bebo um café e mato-me mais um pouco.
Escrevo, escrevo ideias que se seguem de rajada.
Continuo ate me cansar e cair de tão idiota.
apago, risco e rasgo folhas.
ranjo os dentes e bato o pé, ainda sou capaz;
não encontro palavras para descrever, não desisto.
dicionários, enciclopédias, diciopédias, índices, legendas, kamasutra.
estou fora de mim, mais um café.
tenho os olhos sangrentos, a pele pálida e seca.
parto a grafite com o ponto final.
as veias fazem-se notar cada vez mais.
despenteado, roupa suja e rasgada.
não como, não durmo mas obrigam-me a respirar.
sedento, pisco os olhos e perco a força.
la vou eu, até amanha.

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